NO PREJUÍZO. Golpe do carro deixa lesados no Vale do Sinos. Polícia investiga a ação de grupo que atraía compradores pela internet - ÁLISSON COELHO | VALE DO SINOS/CASA ZERO HORA, 07/01/2012
A proposta parecia boa demais para ser verdade. Comprar um carro zero-quilômetro, com R$ 8 mil de entrada e ganhar 25% de desconto no financiamento, nove meses de carência para começar a pagar as parcelas e ainda o seguro grátis por um ano. As vantagens atraíram pelo menos 28 pessoas no Vale do Sinos, que agora recorrem à polícia para tentar reaver pelo menos parte dos prejuízos com o golpe. O número de lesados, no entanto, pode chegar a 50.
Por meio da internet, os golpistas atraíam consumidores. As vantagens estavam em um site e eram divulgadas em propagandas em outros endereços online. De acordo com a polícia, o consumidor era instruído a escolher o carro de sua preferência e ainda poderia optar entre dar R$ 8 mil em dinheiro ou seu carro usado como entrada. Em seguida, o golpista acompanhava o cliente até a revenda para compra do veículo, onde acontecia a segunda parte do golpe.
– Para conseguir a liberação do carro na revenda, o golpista ia até o banco e simulava um depósito do valor da entrada no caixa eletrônico, inserindo um envelope vazio. Com o comprovante emitido pela máquina, a revenda liberava o carro para o cliente – afirma o chefe de investigação da Delegacia de Polícia de Campo Bom, André Garcia Miranda.
A polícia acredita que três pessoas estavam envolvidas
Pelo acordo, o cliente sequer receberia os boletos para pagamento das nove primeiras parcelas do financiamento. A revenda só notaria que não recebeu o valor da entrada dois dias depois, e só então o cliente saberia que, além do valor da entrada, ainda teria de arcar com o custo das nove primeiras parcelas e do valor integral do financiamento.
– Eles se apresentavam como proprietários de uma locadora de automóveis e afirmavam que, por isso, conseguiam 25% de desconto no financiamento. No meu caso, a parcela baixaria em 50%. Eu ainda tive sorte, porque eles pegaram o meu carro e deram parte da entrada na concessionária. Meu problema agora é conseguir pagar as nove parcelas e com o valor integral – lembra o estofador Ricardo Forte, uma das vítimas do golpe.
Em alguns casos, o valor da entrada era o carro da família, que valia mais de R$ 8 mil, veículos que eram revendidos. Em outros, os golpistas pegavam o carro usado e sequer entregavam o veículo zero.
A polícia acredita que três pessoas estavam envolvidas no esquema e lucraram mais de R$ 300 mil com clientes de Campo Bom, Ivoti, Sapiranga e Dois Irmãos. Um dos suspeitos já teria cometido o mesmo crime em Valinhos (SP). Ele responde a processo, mas nunca foi preso. Dois dos envolvidos registraram ocorrência como vítimas do principal suspeito, que sumiu da região há uma semana.
– Os outros sumiram desde segunda-feira, não atendem a nenhum telefone. Antes de fugir, um deles me disse que tinham vendido mais de 200 carros, de Caxias do Sul a São Leopoldo. Tem muito mais gente lesada por aparecer – afirma Forte.
Para evitar
- Desconfie de preços e condições que não correspondem com o que é praticado no mercado;
- Em caso de compra de usados, consulte o Detran para verificar se a situação do veículo está regular;
- Evite utilizar intermediários no momento da compra;
- Procure concessionárias e revendedoras conhecidas;
- Não entregue seu usado ou a entrada antes de assinar a documentação e receber o novo veículo.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
CARTÃO DE CRÉDITO - FRAUDES E DESVIOS NOS CORREIOS
PF faz operação contra fraudes em cartões de crédito em SP. Quadrilha desviava cartões de centros de triagem dos Correios e usava após desbloqueio - 09 de novembro de 2011 | 9h 56 - estadão.com.br
SÃO PAULO - Agentes da Polícia Federal de São Paulo estão cumprindo nesta quarta-feira, 9, 42 mandados de prisão e 58 mandados de busca e apreensão em municípios da Grande São Paulo e interior do Estado contra uma quadrilha que desviava cartões de crédito de dois centros de triagem dos Correios e os utilizava após desbloqueio fraudulento.
De acordo com a PF, a quadrilha causou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões, somente com o desvio de cartões da Caixa Econômica Federal, de janeiro de 2010 até outubro de 2011. Esse valor pode triplicar, caso sejam computadas as fraudes realizadas com cartões de outros bancos.
A quadrilha também realizava a clonagem de cartões de crédito e de débito e atuava na falsificação de cheques. Os investigados realizam compras, transferências bancárias e pagamentos de boletos bancários com os cartões subtraídos dos Correios e com outros cartões clonados.
A Operação Crédito Fácil conta com 250 policiais que cumprem os mandados expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da capital paulista na Grande São Paulo, Itapetininga e Limeira. A Justiça Federal decretou o bloqueio de ativos financeiros e veículos dos envolvidos.
SÃO PAULO - Agentes da Polícia Federal de São Paulo estão cumprindo nesta quarta-feira, 9, 42 mandados de prisão e 58 mandados de busca e apreensão em municípios da Grande São Paulo e interior do Estado contra uma quadrilha que desviava cartões de crédito de dois centros de triagem dos Correios e os utilizava após desbloqueio fraudulento.
De acordo com a PF, a quadrilha causou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões, somente com o desvio de cartões da Caixa Econômica Federal, de janeiro de 2010 até outubro de 2011. Esse valor pode triplicar, caso sejam computadas as fraudes realizadas com cartões de outros bancos.
A quadrilha também realizava a clonagem de cartões de crédito e de débito e atuava na falsificação de cheques. Os investigados realizam compras, transferências bancárias e pagamentos de boletos bancários com os cartões subtraídos dos Correios e com outros cartões clonados.
A Operação Crédito Fácil conta com 250 policiais que cumprem os mandados expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da capital paulista na Grande São Paulo, Itapetininga e Limeira. A Justiça Federal decretou o bloqueio de ativos financeiros e veículos dos envolvidos.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
GOLPE DO VEÍCULO FINANCIADO
OFERTA CRIMINOSA. Golpe em veículos financiados se espalha - FÁBIO ALMEIDA | RBS TV, zero hora 31/10/2011
Veículos de luxo são vendidos por valores mais baixos que carros populares usados em um golpe que se espalha pela internet. Na rede, existem muitas ofertas e até comunidades em sites de relacionamento só para a negociação dos carros NPs (significa Não Pago).
Os golpistas compram os carros parceladamente, retiram o veículo e depois somem após pagar uma ou duas prestações. Para conseguir fazer os financiamentos, os estelionatários usam o nome de laranjas, gente que empresta os dados em troca de dinheiro, ou utilizam documentos falsos com os dados de qualquer pessoa.
As financeiras e os bancos dificilmente conseguem localizar os veículos, porque os carros são registrados em endereços falsos. Os automóveis, então, são colocados à venda por um preço muito menor ao praticado no mercado.
Em Chiapetta, a 500 quilômetros de Porto Alegre, no noroeste gaúcho, um morador da cidade está sofrendo por ter sido envolvido em um golpe. Seu nome foi usado na compra de quatro automóveis. O crédito dele foi abalado, e o nome parou no SPC e no Serasa.
Com os dados da vítima, a reportagem da RBS TV investigou a localização dos veículos. Um dos carros (Focus) foi multado no Estado de São Paulo. Outro (Sandero) cometeu infrações em Gravataí, na Região Metropolitana. O terceiro (Jetta) foi parar em um depósito do Detran. O carro só foi apreendido depois que o motorista, um homem foragido da Justiça, tentava negociar o veículo com outra pessoa. O quarto carro (Bravo) foi flagrado passando pela avenida principal de Alvorada pela reportagem do Teledomingo, da RBS TV.
Para a delegada Vivian do Nascimento, da delegacia de Roubos de Veículos, existem falhas:
– A polícia não tem como saber a situação do carro em uma blitz. Não há como saber como ele foi adquirido. Como os automóveis não foram roubados nem furtados, eles estarão limpos nos documentos.
Os motoristas que compram carros nesta situação conseguem circular por cerca de um ano. As financeiras entram na Justiça para obter mandados de busca e apreensão, e o proprietário não consegue mais pagar os impostos anuais.
Veículos de luxo são vendidos por valores mais baixos que carros populares usados em um golpe que se espalha pela internet. Na rede, existem muitas ofertas e até comunidades em sites de relacionamento só para a negociação dos carros NPs (significa Não Pago).
Os golpistas compram os carros parceladamente, retiram o veículo e depois somem após pagar uma ou duas prestações. Para conseguir fazer os financiamentos, os estelionatários usam o nome de laranjas, gente que empresta os dados em troca de dinheiro, ou utilizam documentos falsos com os dados de qualquer pessoa.
As financeiras e os bancos dificilmente conseguem localizar os veículos, porque os carros são registrados em endereços falsos. Os automóveis, então, são colocados à venda por um preço muito menor ao praticado no mercado.
Em Chiapetta, a 500 quilômetros de Porto Alegre, no noroeste gaúcho, um morador da cidade está sofrendo por ter sido envolvido em um golpe. Seu nome foi usado na compra de quatro automóveis. O crédito dele foi abalado, e o nome parou no SPC e no Serasa.
Com os dados da vítima, a reportagem da RBS TV investigou a localização dos veículos. Um dos carros (Focus) foi multado no Estado de São Paulo. Outro (Sandero) cometeu infrações em Gravataí, na Região Metropolitana. O terceiro (Jetta) foi parar em um depósito do Detran. O carro só foi apreendido depois que o motorista, um homem foragido da Justiça, tentava negociar o veículo com outra pessoa. O quarto carro (Bravo) foi flagrado passando pela avenida principal de Alvorada pela reportagem do Teledomingo, da RBS TV.
Para a delegada Vivian do Nascimento, da delegacia de Roubos de Veículos, existem falhas:
– A polícia não tem como saber a situação do carro em uma blitz. Não há como saber como ele foi adquirido. Como os automóveis não foram roubados nem furtados, eles estarão limpos nos documentos.
Os motoristas que compram carros nesta situação conseguem circular por cerca de um ano. As financeiras entram na Justiça para obter mandados de busca e apreensão, e o proprietário não consegue mais pagar os impostos anuais.
sábado, 29 de outubro de 2011
ROMBO NO BANCO PANAMERICANO
Polícia Federal decide indiciar Rafael Palladino. A PF sustenta que Palladino é "um dos líderes da organização criminosa" que provocou rombo de R$ 4,3 bilhões no Banco Panamericano - 28 de outubro de 2011 | 23h 14 - Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Polícia Federal decidiu enquadrar criminalmente o ex-diretor superintendente do Banco Panamericano, Rafael Palladino, por lavagem de dinheiro e violação a três artigos da Lei 7492/86, que define os delitos contra o sistema financeiro. A PF sustenta que Palladino é "um dos líderes da organização criminosa" que provocou rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição.
Formalmente, a PF atribui ao ex-número 1 do banco os crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira (reclusão de 3 anos a 12 anos) e induzir ou manter em erro sócio, investidor ou repartição pública relativamente a operação ou situação financeira sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente (reclusão de 2 a 6 anos).
A PF também acusa Palladino por movimentação paralela de recursos (1 a 5 anos de prisão). O inquérito sobre a trama no Panamericano mostra que Palladino estaria conduzindo um processo de lavagem de dinheiro supostamente ilícito ao constituir em nome de laranjas duas empresas, Techno Brasil Indústria e Comércio de Fios e Cabos Especiais e Techno Plast Indústria e Comércio de Produtos Injetados. "A complexa engenharia financeira montada por Rafael Palladino, com o emprego de interpostas pessoas, possibilita a lavagem dos recursos obtidos ilicitamente quando era gestor do Panamericano", aponta a PF.
Segundo a PF, Palladino teve atuação decisiva nas operações que provocaram prejuízo total de R$ 3,6 bilhões ao Panamericano. Do montante, R$ 1,6 bilhão foram decorrentes da contabilização falsa de créditos a receber - quando, de fato, os contratos geradores dos créditos já haviam sido cedidos para outros bancos. Parcela do dano, no valor de R$ 1,7 bilhão, ocorreu pela omissão fraudulenta de passivos decorrentes da liquidação de operações. Mais R$ 500 milhões de prejuízo são relativos a fraudes na constituição do saldo para a Provisão de Devedores Duvidosos.
A PF recrimina conduta de Palladino que "mantém o monitoramento do que acontece no banco até hoje e se reúne, ou tenta se reunir, com ex-funcionários, visando influir indevidamente em eventuais depoimentos, dentre outras práticas ilegais".
Uma ex-funcionária do departamento de contas a pagar do banco, Carla de Lucca Lutfi Meirelles, declarou que no mesmo dia em que se desligou da instituição, 1.º de junho último, recebeu telefonema de Palladino convidando-a para visitar sua empresa. Ela disse que "ficou espantada com a ligação".
Cacciola
A PF imputa a Palladino "vida paralela" no exterior. "Possui cidadania e passaporte italiano, viaja frequentemente para os Estados Unidos e há indícios de que ele possui amplo patrimônio naquele País não declarado à Receita brasileira, ao que tudo indica obtido com recursos ilícitos, oriundos da gestão fraudulenta do Panamericano".
A PF compara Palladino ao banqueiro do escândalo Marka ao alertar sobre risco de fuga. "Além de obter elevados recursos financeiros e bens fora do País, motivo pelo qual se acredita que ele pode viajar para o exterior a qualquer momento, em especial para a Itália, de onde não pode ser extraditado de volta ao Brasil, assim como ocorreu com o famoso banqueiro Salvatore Cacciola".
A PF captou e-mail de Palladino a um advogado, a quem oferece seu apartamento em Miami. "Fica em Aventura, a 20 minutos do aeroporto, e você não precisa nem alugar carro pois eu tenho um Jaguar lindo parado que também se não usar vai estragando e uma adega pequena, mas com bons vinhos", escreveu Palladino. "Quanto ao lugar eu acho muito legal para andar, passear. Pena que se você ficasse mais tempo poderia visitar Key West que, apesar de ter uma bicharada danada, é muito bacana e simpática."
A advogada Elizabeth Queijo, que defende Palladino, repudia o indiciamento porque o considera "indevido". Ela disse que formalmente ainda não tomou ciência do ato. "O indiciamento não deveria ocorrer", protesta Elizabeth. "O que chama a atenção é que Rafael nunca foi chamado a prestar esclarecimentos no inquérito, nunca foi convocado. O indiciamento é medida precipitada sem nem saber o que ele (Palladino) tem a dizer."
SÃO PAULO - A Polícia Federal decidiu enquadrar criminalmente o ex-diretor superintendente do Banco Panamericano, Rafael Palladino, por lavagem de dinheiro e violação a três artigos da Lei 7492/86, que define os delitos contra o sistema financeiro. A PF sustenta que Palladino é "um dos líderes da organização criminosa" que provocou rombo de R$ 4,3 bilhões na instituição.
Formalmente, a PF atribui ao ex-número 1 do banco os crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira (reclusão de 3 anos a 12 anos) e induzir ou manter em erro sócio, investidor ou repartição pública relativamente a operação ou situação financeira sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente (reclusão de 2 a 6 anos).
A PF também acusa Palladino por movimentação paralela de recursos (1 a 5 anos de prisão). O inquérito sobre a trama no Panamericano mostra que Palladino estaria conduzindo um processo de lavagem de dinheiro supostamente ilícito ao constituir em nome de laranjas duas empresas, Techno Brasil Indústria e Comércio de Fios e Cabos Especiais e Techno Plast Indústria e Comércio de Produtos Injetados. "A complexa engenharia financeira montada por Rafael Palladino, com o emprego de interpostas pessoas, possibilita a lavagem dos recursos obtidos ilicitamente quando era gestor do Panamericano", aponta a PF.
Segundo a PF, Palladino teve atuação decisiva nas operações que provocaram prejuízo total de R$ 3,6 bilhões ao Panamericano. Do montante, R$ 1,6 bilhão foram decorrentes da contabilização falsa de créditos a receber - quando, de fato, os contratos geradores dos créditos já haviam sido cedidos para outros bancos. Parcela do dano, no valor de R$ 1,7 bilhão, ocorreu pela omissão fraudulenta de passivos decorrentes da liquidação de operações. Mais R$ 500 milhões de prejuízo são relativos a fraudes na constituição do saldo para a Provisão de Devedores Duvidosos.
A PF recrimina conduta de Palladino que "mantém o monitoramento do que acontece no banco até hoje e se reúne, ou tenta se reunir, com ex-funcionários, visando influir indevidamente em eventuais depoimentos, dentre outras práticas ilegais".
Uma ex-funcionária do departamento de contas a pagar do banco, Carla de Lucca Lutfi Meirelles, declarou que no mesmo dia em que se desligou da instituição, 1.º de junho último, recebeu telefonema de Palladino convidando-a para visitar sua empresa. Ela disse que "ficou espantada com a ligação".
Cacciola
A PF imputa a Palladino "vida paralela" no exterior. "Possui cidadania e passaporte italiano, viaja frequentemente para os Estados Unidos e há indícios de que ele possui amplo patrimônio naquele País não declarado à Receita brasileira, ao que tudo indica obtido com recursos ilícitos, oriundos da gestão fraudulenta do Panamericano".
A PF compara Palladino ao banqueiro do escândalo Marka ao alertar sobre risco de fuga. "Além de obter elevados recursos financeiros e bens fora do País, motivo pelo qual se acredita que ele pode viajar para o exterior a qualquer momento, em especial para a Itália, de onde não pode ser extraditado de volta ao Brasil, assim como ocorreu com o famoso banqueiro Salvatore Cacciola".
A PF captou e-mail de Palladino a um advogado, a quem oferece seu apartamento em Miami. "Fica em Aventura, a 20 minutos do aeroporto, e você não precisa nem alugar carro pois eu tenho um Jaguar lindo parado que também se não usar vai estragando e uma adega pequena, mas com bons vinhos", escreveu Palladino. "Quanto ao lugar eu acho muito legal para andar, passear. Pena que se você ficasse mais tempo poderia visitar Key West que, apesar de ter uma bicharada danada, é muito bacana e simpática."
A advogada Elizabeth Queijo, que defende Palladino, repudia o indiciamento porque o considera "indevido". Ela disse que formalmente ainda não tomou ciência do ato. "O indiciamento não deveria ocorrer", protesta Elizabeth. "O que chama a atenção é que Rafael nunca foi chamado a prestar esclarecimentos no inquérito, nunca foi convocado. O indiciamento é medida precipitada sem nem saber o que ele (Palladino) tem a dizer."
sábado, 22 de outubro de 2011
LOBISTA ENVOLVIDO EM FRAUDES E EXTORSÃO
Lobista que extorquia dinheiro de empresários e políticos foi preso em BH - O GLOBO, 21/10/2011 às 20h48m; Thiago Herdy
BELO HORIZONTE - O lobista Nilton Antônio Monteiro foi preso em Belo Horizonte acusado de fraudar documentos e assinaturas para tentar extorquir empresários e políticos. Monteiro é apontado como um dos autores da chamada "lista de Furnas", documento que relacionava políticos de diferentes partidos que teriam recebido recursos da empresa estatal para a campanha eleitoral de 2002 e cuja autenticidade sempre foi questionada pelos citados.
O lobista foi preso na noite desta quinta-feira em Belo Horizonte. Segundo a polícia, se negou a prestar informações em depoimento na manhã desta sexta-feira, sob a alegação de que falaria apenas em juízo. A Polícia Civil cumpriu mandatos de busca e apreensão em sua casa, onde esperava apreender computadores e documentos supostamente relacionados às extorsões. Monteiro responderá por estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha.
- Ele forjava documentos e assinaturas com confissões de dívidas de consultoria e depois entrava com processo na Justiça para cobrar os valores das vítimas - disse o chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais da Polícia Civil mineira, o delegado Márcio Simões Nabak, que comanda a investigação.
Monteiro divulgou a lista de furnas em meio às investigações do valerioduto tucano, esquema de caixa dois na campanha à reeleição em 1998 do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O tucano é um dos políticos que era extorquido pelo lobista, de acordo com a polícia mineira, em função de uma suposta dívida de R$ 650 mil.
Em documentos semelhantes, Monteiro cobrava valores de políticos como o atual secretário de Estado de MG Danilo de Castro, no valor de R$ 17,8 milhões; o antigo aliado e atualmente um dos seus principais desafetos, o ex-secretário de governo Cláudio Mourão (R$ 1,1 milhão); além de empresários e donos de veículos de comunicação.
Segundo a polícia civil, a atuação criminosa de Monteiro teria sido comprovada em função de uma suposta dívida de R$ 3 milhões com o advogado Carlos Felipe Amodeo, que ficou para seus herdeiros e está na Justiça. De acordo com os policiais, Amodeo estava internado na UTI de um hospital, com câncer terminal, na data em que teria assinado o documento da dívida com o lobista. A perícia técnica também teria atestado que o documento é falso.
À polícia, todas as vítimas negaram ter realizado negócios com Monteiro, apesar de ele ter trabalhado em campanhas eleitorais do PSDB mineiro. A conveniência de funcionários de cartórios em Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo é investigada pela polícia e pela corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Uma pessoa foi presa no Espírito Santo e outra ainda era procurada na tarde desta sexta-feira.
BELO HORIZONTE - O lobista Nilton Antônio Monteiro foi preso em Belo Horizonte acusado de fraudar documentos e assinaturas para tentar extorquir empresários e políticos. Monteiro é apontado como um dos autores da chamada "lista de Furnas", documento que relacionava políticos de diferentes partidos que teriam recebido recursos da empresa estatal para a campanha eleitoral de 2002 e cuja autenticidade sempre foi questionada pelos citados.
O lobista foi preso na noite desta quinta-feira em Belo Horizonte. Segundo a polícia, se negou a prestar informações em depoimento na manhã desta sexta-feira, sob a alegação de que falaria apenas em juízo. A Polícia Civil cumpriu mandatos de busca e apreensão em sua casa, onde esperava apreender computadores e documentos supostamente relacionados às extorsões. Monteiro responderá por estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha.
- Ele forjava documentos e assinaturas com confissões de dívidas de consultoria e depois entrava com processo na Justiça para cobrar os valores das vítimas - disse o chefe do Departamento Estadual de Operações Especiais da Polícia Civil mineira, o delegado Márcio Simões Nabak, que comanda a investigação.
Monteiro divulgou a lista de furnas em meio às investigações do valerioduto tucano, esquema de caixa dois na campanha à reeleição em 1998 do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O tucano é um dos políticos que era extorquido pelo lobista, de acordo com a polícia mineira, em função de uma suposta dívida de R$ 650 mil.
Em documentos semelhantes, Monteiro cobrava valores de políticos como o atual secretário de Estado de MG Danilo de Castro, no valor de R$ 17,8 milhões; o antigo aliado e atualmente um dos seus principais desafetos, o ex-secretário de governo Cláudio Mourão (R$ 1,1 milhão); além de empresários e donos de veículos de comunicação.
Segundo a polícia civil, a atuação criminosa de Monteiro teria sido comprovada em função de uma suposta dívida de R$ 3 milhões com o advogado Carlos Felipe Amodeo, que ficou para seus herdeiros e está na Justiça. De acordo com os policiais, Amodeo estava internado na UTI de um hospital, com câncer terminal, na data em que teria assinado o documento da dívida com o lobista. A perícia técnica também teria atestado que o documento é falso.
À polícia, todas as vítimas negaram ter realizado negócios com Monteiro, apesar de ele ter trabalhado em campanhas eleitorais do PSDB mineiro. A conveniência de funcionários de cartórios em Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo é investigada pela polícia e pela corregedoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Uma pessoa foi presa no Espírito Santo e outra ainda era procurada na tarde desta sexta-feira.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
GOLPE DA AUTORIDADE POLICIAL
NOVO GOLPE POR TELEFONE - O GOLPE DA AUTORIDADE POLICIAL
Um sujeito pilantra, liga para sua casa e se identifica como Policial usando muitas vezes o cargo de delegado para impressionar mais.
Ele alega estar recebendo ameaças por telefone e que o número registrado na bina é o seu.
Diante da negativa, ele sugere que sua linha foi clonada, e ACONSELHA a solicitar um reparo à sua operadora, dizendo que vai ligar mais tarde para saber se você fez a solicitação.
Entretanto, se reclamar para a operadora, no dia seguinte poderá receber em sua casa o golpista usando uniforme e crachá da firma operadora.
Portanto, se receber essa ligação, não solicite o reparo e dê queixa imediatamente à Polícia. Se ele voltar a ligar, diga que já comunicou à polícia e que fez um BO (Boletim de Ocorrência).
Um sujeito pilantra, liga para sua casa e se identifica como Policial usando muitas vezes o cargo de delegado para impressionar mais.
Ele alega estar recebendo ameaças por telefone e que o número registrado na bina é o seu.
Diante da negativa, ele sugere que sua linha foi clonada, e ACONSELHA a solicitar um reparo à sua operadora, dizendo que vai ligar mais tarde para saber se você fez a solicitação.
Entretanto, se reclamar para a operadora, no dia seguinte poderá receber em sua casa o golpista usando uniforme e crachá da firma operadora.
Portanto, se receber essa ligação, não solicite o reparo e dê queixa imediatamente à Polícia. Se ele voltar a ligar, diga que já comunicou à polícia e que fez um BO (Boletim de Ocorrência).
CRIME USA DADOS DE REDES SOCIAIS
PERIGO NA WEB - ZERO HORA 11/10/2011
Informações de perfis de usuários em redes sociais são usadas por criminosos para dar credibilidade às estratégias de invasão de sistemas eletrônicos de empresas e de furto de dados sigilosos do internauta.
Com a ajuda das informações íntimas da vítima, tornam seus ataques realistas, convencendo o internauta a abrir links e sites falsos que instalam vírus e desviam senhas.
A conclusão é de especialistas que participaram ontem do 3º Congresso de Crimes Eletrônicos, em São Paulo.
Informações de perfis de usuários em redes sociais são usadas por criminosos para dar credibilidade às estratégias de invasão de sistemas eletrônicos de empresas e de furto de dados sigilosos do internauta.
Com a ajuda das informações íntimas da vítima, tornam seus ataques realistas, convencendo o internauta a abrir links e sites falsos que instalam vírus e desviam senhas.
A conclusão é de especialistas que participaram ontem do 3º Congresso de Crimes Eletrônicos, em São Paulo.
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