sexta-feira, 23 de agosto de 2013

IDOSA CAI NO CONTO DO BILHETE E PERDE 7 MIL REAIS


Notícias - Ijuí News - 23/08/2013

Mulher de 63 anos cai no conto do bilhete e perde R$ 7.700



Vítima entregou o dinheiro e mais algumas jóias aos golpistas que lhe abordaram nesta quinta-feira no centro de Ijuí.


Uma mulher de 63 anos caiu no conto do bilhete e entregou aos golpistas R$ 7.700 em dinheiro e mais algumas jóias. O golpe foi aplicado nesta quinta-feira (22/8) no centro de Ijuí.

A vítima relatou à Polícia que um jovem aparentando ser do interior lhe abordou para pedir ajuda, já que estava de posse de um bilhete premiado no valor de um milhão de reais.

Enquanto os dois conversavam outra mulher se aproximou e ofereceu ajuda. Ela teria telefonado supostamente para a Caixa Federal e confirmado o prêmio.

O jovem pediu a comparsa e a vítima que lhe ajudassem, mas queria provas de que não seria enganado. A golpista apresentou uma maleta de dinheiro como garantia.

A vítima foi a uma agência bancária e sacou o dinheiro, e ainda buscou algumas jóias em casa para entregar ao rapaz. Os golpistas teriam sumido em seguida em um carro cinza.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

GOLPISTAS COMPRAM INFORMAÇÕES PESSOAIS EM MERCADO PARALELO

G1 FANTÁSTICO - Edição do dia 11/08/2013

O Fantástico teve acesso, com exclusividade, ao resultado de uma investigação do Ministério Público.




Endereço, RG, telefone, declaração de imposto de renda. Você acha mesmo que os seus dados estão protegidos? Pela lei, deveriam estar.

Só que a nossa reportagem especial mostra que, na prática, informações pessoais de qualquer cidadão podem ser encomendadas e compradas, em um mercado clandestino.

Fórum Central de Porto Alegre. Vara de Execuções Criminais. O juiz Sidinei Brzuska é o responsável pela fiscalização dos principais presídios do Rio Grande do Sul. Ele ficou assustado com uma informação obtida pelo Fantástico, que teve acesso com exclusividade ao resultado de uma investigação do Ministério Público.

“Para mim, causa perplexidade que alguém do lado do crime tenha acesso a essas informações”, diz o juiz Sidinei Brzuska.

O juiz foi vítima de uma quadrilha que quebrou o sigilo das informações pessoais dele, às quais só a polícia e a Justiça deveriam ter acesso. Os bandidos usaram a senha de um policial militar para entrar no banco de dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado.

O sistema guarda as informações pessoais de todos os cidadãos.E, por lei, deveriam estar protegidas.

“A minha preocupação maior, é que com base nesses dados se acessam os dados de familiares da gente. Pais , filhos, né? E que possam esses familiares serem alvo de ameaças ou de alguma pressão visando algum benefício ilegal”, completa o juiz Sidinei.

As investigações apontam que os dados pessoais do juiz foram acessados de um computador localizado na casa de um homem, que chegou a ser preso como suspeito de envolvimento no esquema junto com outras sete pessoas.

Em Porto Alegre, o repórter do Fantástico, Giovani Grizotti, conversou com ele. Sem saber que estava sendo gravado, Paulo Ricardo Domingos admitiu que pagou a um golpista pelo aluguel da senha que pertencia a um policial.

Paulo Ricardo Domingos: R$ 350 por mês.
Repórter: Ah, é aluguel?
Paulo Ricardo Domingos: Era. Aluguel era dois meses. Aí foi cortada a senha e não paguei mais.

Ele disse que a senha teria sido roubada por um hacker que invadiu o computador de um policial. Ele negou que tivesse espionado o juiz. Mas admitiu que a senha alugada de um golpista era compartilhada.

“Eu sei que esse cara divide essa senha em quatro pessoas. Pode ter sido uma delas”, diz o golpista.

O juiz Sidinei Brzuska não foi o único a ter as informações pessoais violadas. Ao todo, 58 magistrados do Rio Grande do Sul tiveram os dados acessados pelos criminosos. O presidente da Associação dos Juízes do Estado também.

“Nós constatamos que os nomes de juízes foram consultados, o que sobrará para os demais cidadãos que ficarão numa situação de idêntica vulnerabilidade”, pergunta o presidente da Ajuris Pio Giovani Dresch

Esse caso de espionagem foi descoberto pelo Ministério Público gaúcho.
O promotor Flavio Duarte revelou ao Fantástico que os mesmos bandidos que quebraram o sigilo dos juízes também conseguiram transferir dinheiro de uma conta do Tribunal de Justiça.

“Eles falsificaram em nome do autor da ação um alvará judicial para que em nome dele fosse levantado um valor de R$ 1,776 milhão”, afirma o promotor Flavio Duarte.

Para liberar o dinheiro, a quadrilha também falsificou documentos do homem que é o autor da ação contra uma empresa de telefonia.


“Confere meu nome, nome do pai, nome da mãe, cidade, data de nascimento, confere tudo”, diz uma vítima.

A mesma senha usada pela quadrilha para dar o golpe na Justiça foi usada por outra quadrilha para tirar cartões de crédito em nome de correntistas de dois bancos. Um deles é empresário em Garibaldi, na Serra Gaúcha. Ele ficou surpreso ao ser cobrado de uma dívida de R$ 22 mil. “Nunca usei o cartão. Inclusive nem desbloqueado não tava o meu cartão. Nunca tinha usado o meu cartão”, conta o empresário.

0s bandidos se passavam por clientes para pedir cartões de crédito aos bancos. Na hora de confirmar as informações pessoais, eles usavam o banco de dados da Secretaria de Segurança.

“E conseguiam dessa forma todos os dados de qualificação”, revela Marcínio Tavares Neto, delegado da Polícia Civil - RS.


Não é a primeira vez que o banco de dados da Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul é violado. Em 2007, informações pessoais do então ministro da Justiça e atual governador do Estado, Tarso Genro, foram parar nas mãos de um detetive, como mostrou o Jornal Nacional. Tudo foi feito com a ajuda de um policial.

Há apenas dois meses, foi definida a punição ao policial que já está aposentado. A pena seria a perda da aposentadoria, mas foi convertida em multa equivalente a um mês e meio de salário.

Cinco anos depois da quebra de sigilo do governador Tarso Genro, policiais corruptos ainda vendem o acesso aos cadastros de informações dos órgãos de segurança pública.

“O cidadão está exposto aos mais variáveis e graves riscos”, explica o delegado da Polícia Federal Valdemar Latance Neto.

Em São Paulo, a Polícia Federal investiga, desde 2012, a ação de uma quadrilha especializada na venda de informações. Ao todo, 20 mil pessoas foram espionadas e 60 suspeitos foram indiciados por envolvimento em um esquema de venda de informações. Eram usadas senhas de policiais de três estados para ter acesso ao Infoseg, que é o banco de dados sigilosos do Ministério da Justiça.

“Um desses policiais chegou a confessar que alugou a própria senha de acesso a um detetive particular por R$ 300 mensais”, completa o delegado Valdemar Neto.

Um dos detetives presos na operação da Polícia Federal é o português Manuel Xufre. “Eu fui indiciado e estive lá na federal 10 dias”, diz o detetive português.

Depois de solto, o detetive português voltou a agir em Goiânia. Para investigar como funciona o esquema, o repórter do Fantástico se fez passar por um cliente interessado em intermediar a compra de dados sigilosos.

Fantástico: O que dá para fazer um preço final assim: a conta telefônica, declaração do imposto de renda e os dados criminais?

Manuel Xufre: O problema aí é o ir porque o IR tá muito caro. O imposto de renda? Sai de dentro da Receita né?

Manuel Xufre: Que ano que ele quer? O último ano?

O valor combinado foi mantido. R$ 4,8 mil. E o detetive ofereceu uma comissão.

Manuel Xufre: R$ 4,8 mil e você fica com R$ 800.


Ele não parece preocupado em ser preso pela polícia outra vez.

Manuel Xufre: quem eu? Não, medo de quê? Quem tem medo compra um cachorro, cara.

Praça dos Três Poderes, Brasília. Local combinado e a oferta de espionagem com outro detetive é à luz do dia. Novamente, o repórter do Fantástico se mostra interessado em ter acesso a contas de telefone e imposto de renda de um contribuinte.

Detetive: O detalhamento em três ou quatro dias está na mão.
Fantástico: Da conta?
Detetive: Da conta.
Fantástico: Qualquer operadora?
Detetive: Qualquer número, qualquer operadora dentro do Brasil. Você quer os últimos 30 dias?
Fantástico: Sim.
Detetive: E dá para pegar, dependendo da operadora, até um ano atrás.
Fantástico: E sobre a declaração do imposto de renda? É a mesma que é entregue à Receita Federal?
Detetive: É a mesma. É a cópia do que ele entregou.

O mercado clandestino de informações funciona também na internet. Detetives divulgam detalhes dos serviços prestados.

Uma agência de Porto Alegre manda por email uma tabela de preços. R$ 1,2 mil pela ficha corrida. R$ 4 mil por uma cópia da declaração do Imposto de Renda. E R$ 500 pela conta telefônica detalhada. E , por telefone, detalhes são fornecidos abertamente.

Fantástico: E os antecedentes criminais vocês conseguem também?
Detetive: De qual é a cidade?
Fantástico: São Paulo.
Detetive: Podemos conseguir também, tá? Só que aí, isso aí eu vou ter que ter o preço certo com a pessoa que faz que é agente que é informante que a gente tem dentro da polícia.
Fantástico: Da polícia?
Detetive: é. Para conseguir esse tipo de coisa.


Um detetive do Rio de Janeiro oferece parcelamento em até 12 vezes no cartão no crédito. Foi na internet que a equipe do Fantástico contratou um detetive para mostrar como o cidadão está desprotegido.

Assim, é possível entender como o repórter do Fantástico compra os dados sigilosos dele próprio. Ele encomenda a conta de um celular com linha do Rio Grande do Sul.

Fantástico: Qual seria o custo?
Detetive: R$ 800.
Fantástico: R$ 800?
Detetive: Rapaz, sinceramente, pelo risco que a gente corre, não deveria nem fazer, para falar a verdade.

Mas o homem fecha o negócio.

Detetive: Qual é o telefone? É 51, né?

Depois de descobrir quem é o dono da linha, o detetive fica desconfiado.
E liga de volta.

Detetive: Você só esqueceu de falar que o cara é, trabalha, é repórter, né?

No dia seguinte, ele foi entregar a cópia da conta telefônica.

Fantástico: Aqui tem todas as ligações?
Detetive: E. Agora, precisa ver o período em que aconteceu isso aí. Fantástico: Quanto é que era mesmo?
Detetive: 800 paus.

Fantástico: O senhor acabou de vender o meu próprio sigilo. O senhor cometeu um crime.
Detetive: Concordo. Não é legal. Mas você fez uma armação comigo.
Fantástico: Sabia que isso é quebra de sigilo telefônico?
Detetive: Sei. Sei.
Fantástico: E é criminoso?
Detetive: Sei.
Fantástico: Quantos sigilos como esse o senhor já vendeu até hoje?
Detetive: Nenhum. Vendi esses aí pra você. Não é que eu vendi. Você me pediu, falou que era uma necessidade e tudo. Nem fiz pra ganhar dinheiro.
Fantástico: Mas o senhor ganhou R$ 800.
Detetive: Não. Eu não ganhei R$ 800.
Fantástico: Para quem o senhor vai dar esse dinheiro?
Detetive: Isso eu não vou te falar.
Fantástico: É para algum funcionário da operadora?
Detetive: Não. Não. Não é funcionário da operadora.

O representante do Sindicato das Empresas de Telefonia diz que 500 mil empregados trabalham no setor. “Claro que nem todos têm acesso a essas informações e nem eu poderia fazer uma acusação a alguém. Mas é sempre uma laranja podre que pode ter ali. Nós temos sempre que eliminá-la”, diz o diretor-executivo da Sinditelebrasil Eduardo Levy

Pena de quebra sigilo telefônico: até quatro anos de prisão. Quebra de sigilo fiscal: até quatro anos e multa. Acesso ao Infoseg: violação de sigilo funcional. Prisão de seis meses a seis anos.

O Ministério da Justiça promete mais rigor e informa que, em breve, quem usar o banco de dados vai precisar fazer uma autenticação.

“Ele vai precisar ligar para um telefone, seja de um celular ou telefone fixo, para validar o acesso dele ao sistema, ou seja, eu tenho a confirmação de que quem está acessando é o usuário”, Marcelo de Oliveira, da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Até que a mudança dê resultado.

“A única coisa que fala é o dinheiro. Hoje, consegue-se tudo. ou praticamente tudo”, diz o detetive português.

Fantástico: Não tem medo de ser preso de novo?
Manuel Xufre: Quem, eu? Não. Medo de quê? Quem tem medo compra um cachorro, cara.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - É a vulnerabilidade de uma justiça criminal que funciona de forma desordenada e assistemática, que não não controla suas instituições e nem pune com rigor os corruptos, fraudadores, hackers que afrontam a autoridade, quebram dados sigilosos e cometem ilicitudes e crimes graves. A própria reportagem mostra punições sendo transformada em multas, favorecendo a impunidade dos envolvidos nestas ilicitudes. Está na hora das autoridades condescendentes reverem suas posturas e impedirem a impunidade destes bandidos.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

GOLPE DA MULTA FALSA


Maristela A. Vitale
14 de maio

Amigos, mais uma multa falsa igual as verdadeiras que já recebi, essa é a terceira, só notei que ela é falsa pois eu costumo pagar pelo netbank usando o renavan do carro e nele não constava multa alguma.

Se vc pagar digitando o código de barras, estará ajudando mais uma quadrilha no Brasil, iguais a outras tantas...fiquem espertos, verifiquem antes de pagar!

terça-feira, 30 de julho de 2013

QUADRILHA SUSPEITA DE FRAUDAR LEILÕES

ZERO HORA 30 de julho de 2013 | N° 17507

LANCE FINAL


Uma quadrilha que supostamente fraudava leilões de máquinas agrícolas, tratores, ônibus e caminhões foi desarticulada pelo Ministério Público. Em operação realizada na manhã de ontem, agentes prenderam nove suspeitos e realizaram buscas e apreensões em Boa Vista do Buricá, Panambi e Santa Maria. As cidades são os principais alvos da operação denominada Lance Final.

Conforme promotores responsáveis pela investigação, o grupo negociava para que os bens fossem arrematados por integrantes do grupo pelo lance mínimo. Em seguida, era feito um novo leilão, chamado de “caixinha”, entre os interessados.

A diferença entre o valor arrematado na prefeitura e o do “caixinha” era dividido entre o grupo, que abordava os participantes antes das sessões e os informava para não oferecer lances. Quando não havia combinação com o licitante, segundo o MP, a quadrilha oferecia valores apenas para aumentar o valor do bem e prejudicar o titular. Também não retiravam o produto após o arremate.

Em seis meses de investigação, a Promotoria Especializada Criminal, coordenada pelo promotor Ricardo Herbstrith, identificou indícios de fraude em pelo menos 12 municípios do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná.

domingo, 21 de julho de 2013

VIGARICE



ZERO HORA 21 de julho de 2013 | N° 17498

ARTIGOS

Marcelo Pires*



Minha mãe, no ônibus, encontrou uma amiga que contou a seguinte história: Tu não sabe o que aconteceu comigo, fui no supermercado fazer o rancho, fui naquele shopping novo, o da Assis Brasil, fiz as compras do mês, gastei mais de R$ 350, na saída, rancho pesa, tu sabe, ainda mais pra quem já tem idade, fui até o ponto de táxi, coloquei todas as compras no porta-malas do carro, embarquei, o motorista era pé pesado, rapidinho, rapidinho, eu tava em casa. O carro parou na frente do meu portão, paguei o motorista, desci do táxi pra pegar as minhas compras, fiquei chateada com o sujeito, ele não desceu pra ajudar, bobagem minha, o final da história, tu vai ver, é pior do que falta de gentileza. Quando eu tava na calçada, indo em direção ao porta-malas, pronta pra pegar meus pacotes, o motorista, blam, fechou a porta, e fugiu, levando todo meu rancho. Fiquei ali, na frente de casa, com cara de boba, morrendo de vergonha. Não fiz nada errado, eu sei, dei bom dia, paguei a corrida, agradeci, parece que quando a gente fica mais velha, em vez de ser alvo de respeito, só é alvo de vigarice. Fiquei com vergonha do pessoal da minha rua, fiquei imaginando o que eles tavam pensando, a coroca da casinha azul caiu em mais uma, já tá bem gagá aquela ali. Com o rosto queimando, o peito apertado, entrei em casa, liguei pro meu filho, ele passou lá em casa, a gente foi junto no ponto de táxi, na frente do shopping. Sabe o que os outros motoristas disseram? Que eu era a sétima ou oitava senhora que aparecia ali com a mesma história, que tem um malandro dando este golpe e que eles, motoristas, não podem fazer nada, o ponto é destes que qualquer táxi para, o controle é impossível. Quer dizer, eu não fui a única que fiquei com cara de boba na frente de casa, te cuida, minha amiga, te cuida.

A parada da senhora chegou, ela desceu do ônibus, abraçou a bolsa forte contra o peito e saiu caminhando rápido pela rua.

Fiquei imaginando o que deveria ter acontecido com o motorista logo depois que ele fugiu com o rancho: a duas, três quadras antes de chegar em casa, ele para o táxi e espia o saldo da sua rapinagem. O motorista mora com a esposa, ele mente a respeito dos ranchos que traz, diz que o táxi está rendendo, diz que agora pode “caprichar” no súper. O motorista sempre dá uma conferida nos ranchos que afana para saber o que dizer quando a esposa, por exemplo, pergunta por que ele comprou fralda se não tem nenhuma criança em casa (“é para um colega que teve filho, mulher, não enche”).

Então, a duas, três quadras antes de chegar em casa, ele está ali, sorrindo e dando uma olhada nos pacotes (oba, batata frita), três caras se aproximam, exigem a chave do carro e mandam ele ficar quieto, é um assalto. Ele tenta reagir, leva um safanão, cai, leva um chute na barriga e, no chão, encolhido, fica sem ar, sem reação. Vê um dos caras pegando a chave no seu bolso, outro pegando a sua carteira em outro bolso e depois, calmamente, todos entrando no carro e indo embora, levando, inclusive, o rancho – os ladrões comem as batatinhas.

Um senhor idoso se aproxima, ajuda o motorista a se levantar, pergunta como ele está e, pesaroso, comenta: “Hoje em dia, filho, tem que ficar atento, todo mundo pode ser ladrão”.


*PUBLICITÁRIO

terça-feira, 30 de abril de 2013

GALÃ DO FACEBOOK

ZERO HORA 30 de abril de 2013 | N° 17418

SEDUTOR DE VIÚVAS. Galã do Facebook indiciado pela polícia

Depois de mais de um mês de investigações, a Polícia Civil indiciou Paulo Cesar de Oliveira, conhecido como Galã do Facebook. Aos 41 anos, Oliveira foi autuado por estelionato, formação de quadrilha e extorsão.

Além dele, o delegado da Delegacia da Polícia Civil de Esteio, Leonel Baldasso, indiciou quatro pessoas que emprestavam suas contas bancárias para que as vítimas fizessem os depósitos em dinheiro.

O Galã do Facebook foi desmascarado em março, quando agentes de Esteio cumpriram buscas em sua casa. Com um perfil na rede social, Oliveira iludia mulheres viúvas e separadas, de todo o país, com a promessa de casamento. Pelo cálculo da Polícia Civil, o homem teria lucrado mais de R$ 300 mil com o golpe.

As vítimas, três mulheres que residem no interior de São Paulo e no Rio de Janeiro, prestaram depoimento e confirmaram as denúncias.

Com o nome falso e usando a foto de um modelo, Oliveira se apresentava como empresário, na faixa dos 40 anos, e seduzia as vítimas. Declarando-se apaixonado e com a intenção de se casar, ele pedia dinheiro. Por vezes, afirmava estar viajando para encontrá-las, mas, como nunca chegava ao destino, inventava que o carro havia estragado na estrada. Para consertar o veículo, pedia dinheiro.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

NÃO SEJA FIGADO NA INTERNET

ZERO HORA 05 de abril de 2013 | N° 17393

PESCA NA REDE

Declaração do IR e fim do MSN são algumas das iscas usadas em golpes virtuais, cada vez mais frequentes em todo o planeta



O Brasil não se destaca só pela grande quantidade de fraudes virtuais aplicadas a cada ano. Impressionam também a qualidade e o perfeccionismo dos golpes que os cibercriminosos vêm praticando na internet.

Em meio à corrida ao site da Receita Federal para a declaração do Imposto de Renda, os brasileiros devem ficar atentos aos falsos e-mails enviados por golpistas, com o objetivo de obter dados pessoais e bancários. De acordo com o diretor da Symantec, fabricante do antivírus Norton, André Carrareto, os criminosos aproveitam esse tipo de ocasião para atacar:

– Em períodos de declaração do IR, é comum chegarem na caixa de e-mail mensagens afirmando que houve algum erro no sistema e que o usuário precisa clicar em um determinado link para corrigir a declaração.

As fraudes não são novidade. Os golpes são conhecidos como “phishing” (remete a “pescaria”, em inglês), termo que indica o objetivo do fraudador: “pescar” os dados do usuário. Geralmente, os golpistas se fazem passar por empresas confiáveis, enviando comunicações “oficiais” por e-mail.

Segundo dados do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), em 2012, o número de fraudes virtuais cresceu 72,3%, atingindo 69.578 ocorrências em todo o país. Em 2011, o balanço totalizou 40.381 casos. O número de fraudes bancárias, especificamente, cresceu 95% no ano.

Neste mês, outra isca vem sendo utilizada pelos falsários. Aproveitando-se da saída de cena do comunicador instantâneo MSN, prevista para abril, vários sites vêm usando a situação como forma de atrair novas vítimas.

Link malicioso leva internauta a site falso

A isca para atrair a vítima geralmente é a mesma: a curiosidade do usuário. O golpista tenta fazer o internauta acreditar que ganhou algum prêmio ou que está com uma dívida em aberto.

Para isso, utiliza a credibilidade de empresas como bancos e companhias aéreas. Ao clicar em um link malicioso, a vítima é direcionada a um site falso, onde, sem saber, acaba entregando informações sigilosas, como CPF, número e até senha do cartão de crédito.

Levantamento da Symantec mostra que mais de 1,5 mil sites são tirados do ar a cada 24 horas em todo o mundo por conterem códigos maliciosos. Mas os perigos não estão só nos e-mails e páginas desconhecidos. As redes sociais também estão se tornando cenário para os golpes. Com tanta informação pessoal disponível, os ataques estão personalizados e também visam a roubar senhas e infectar máquinas.

CADU CALDAS