quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

FRAUDE SOBRE RODAS: QUADRILHA MAQUIAVA CARROS PARA VENDER

Quadrilha maquiava carros para vendê-los no Estado. Veículos com perda total eram adquiridos em leilões e tinham documentos falsificados no Interior - LUANE MAGALHÃES, ZERO HORA 09/02/2012

Uma quadrilha que vendia carros adulterados para ocultar batidas foi desarticulada ontem no Vale do Rio Pardo. Seis pessoas foram presas e 11 automóveis, computadores e documentos, apreendidos.

Os veículos eram trazidos de outros Estados e tinham a documentação modificada no município de Passa Sete. Em dois anos, o grupo pode ter movimentado até R$ 10 milhões na venda de 309 carros.

A operação realizada de forma conjunta entre Ministério Público, Polícia Civil e Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na manhã de ontem, com o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, desarticulou um esquema que vinha sendo investigado há pelo menos dois anos nas cidades de Sobradinho, Passa Sete, Lajeado, Estrela e Cruzeiro do Sul.

– Membros da quadrilha compravam carros em leilões de empresas seguradoras, na sua grande maioria de São Paulo (SP), por um preço baixo e traziam para o Estado, onde a documentação dos veículos era “esquentada” no Centro de Registro de Veículos Automotores (CRVA) do município de Passa Sete. Os carros eram revendidos pelo preço normal para pessoas de boa-fé – explicou João Afonso Silva Beltrame, promotor de Justiça de Sobradinho.

Entre os veículos mais procurados pela quadrilha estava o modelo Corolla, da Toyota. Os carros comprados em outros Estados eram leiloados por preços mais baratos por terem situação de perda total decretada. Se fossem necessários, reparos eram feitos nos veículo.


Veículos tinham preço de seminovos

Conforme a polícia, no CRVA, a documentação era alterada para que o passado do veículo fosse modificado e as restrições quanto aos danos anteriores, apagadas. Mais tarde, os carros eram vendidos pelo preço de mercado de veículos seminovos. Segundo as investigações, a quadrilha vendia cada carro por valores 120% a 240% a mais do que havia pago por ele.

Seis pessoas foram presas preventivamente inclusive o coordenador do CRVA de Passa Sete, João Baptista dos Santos Neto. Outros cinco foram encaminhados para o Presídio Estadual de Sobradinho. Zero Hora não conseguiu contato com os advogados dos presos. Conforme a delegada Flávia Colossi Frei, os homens não prestaram depoimento e devem ser ouvidos em juízo.

Segundo Ministério Público, todos os suspeitos de envolvimento na fraude já haviam sido denunciados no final de janeiro pelo MP pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistemas de informações, falsidade ideológica, corrupção ativa e corrupção passiva.

Conforme Beltrame, caso os carros apresentem problemas, as vítimas poderão entrar com ações contra os integrantes da quadrilha.

Com base nos documentos apreendidos, as investigações devem seguir nos próximos dias. Segundo o delegado Vinícius Batista do Valle, caso haja desconfiança da procedência do veículo, os proprietários devem procurar a Polícia Civil e registrar o fato para que o caso seja investigado.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

CRIMES FINANCEIROS - QUADRILHA TINHA MILITARES DA AERONÁUTICA COMO CLIENTES

PF combate quadrilha acusada de crimes financeiros em MG. Serão cumpridos oito mandados de prisão, além de apreensão de carros e imóveis. O Globo. 31/01/12 - 9h44

SÃO PAULO - A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira, a Operação Gizé, em Minas Gerais, para prender acusados de integrar uma quadrilha que cometia crimes financeiros contra a administração pública, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Serão cumpridos oito mandados de prisão temporária, sendo três em Belo Horizonte e cinco em Lagoa Santa.

De acordo com a PF, integram o grupo de criminosos administradores, empregados e colaboradores da empresa Filadélphia Empréstimos Consignados Ltda e outras empresas coligadas. Militares da Aeronáutica são a maioria dos clientes da empresa.

Foram coletados vários indícios de que a organização criminosa investigada estaria captando recursos de terceiros e os remunerando com valores acima dos praticados pelo mercado, emprestando dinheiro a juros e operando no ramo de seguros automotivos sem autorização do Banco Central do Brasil, da CVM - Comissão de Valores Mobiliários e da SUSEP - Superintendência de Seguros Privados.

Os investigados responderão por estelionato, formação de quadrilha, falsidade documental, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. As penas, somadas, podem chegar até noventa anos de prisão.

Também estão sendo apurados a contratação de financiamentos irregulares, mediante fraudes e pagamento de vantagens indevidas, em detrimento do patrimônio da Caixa Econômica Federal e de outras instituições financeiras privadas, além de outros crimes como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

A operação cumpre ainda 18 mandados de busca e apreensão, 20 mandados de arresto (apreensão de bens dos acusados) de imóveis e 40 de automóveis, além de bloqueio de contas bancárias.

A investigação tem o conhecimento e a colaboração do Comando da Aeronáutica e da SUSEG – Superintendência de Segurança da Caixa Econômica Federal em Brasília.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

POSTOS DE GASOLINA FLAGRADOS ROUBANDO DOS CLIENTES


Postos de gasolina flagrados furtando combustível no Rio. As irregularidades são cometidas com o uso de sofisticado equipamento instalado nas bombas. LUDMILLA DE LIMA - O GLOBO, 9/01/12 - 17h33

RIO - Um sofisticado equipamento instalado em bombas de combustível vem enganando consumidores do Rio, como mostrou neste domingo o Fantástico, da TV Globo. A reportagem, que também passou por São Paulo e Curitiba, encontrou na cidade o pior caso: em um posto, não identificado pelo programa, o furto chegou a 12% do tanque de um carro popular — de um total de 50 litros de gasolina, seis não são fornecidos ao veículo. Um laboratório testou a quantidade e a qualidade do combustível de 11 postos do Rio, e em todos foram detectados problemas.

Para revelar a fraude, o Fantástico usou um tanque especial, transparente, na mala de um carro. Sem conhecimento do frentista, a gasolina usada para abastecer o veículo ia para este tanque, de 20 litros, aferido pelo Inmetro. O reservatório era, então, levado para o laboratório, que então media a quantidade em um outro recipiente, também dentro dos padrões do instituto. O máximo de erro permitido em lei é de cem mililitros para cima ou para baixo. Mas, no posto do Rio onde foi feito o maior flagrante, de 20 litros marcados na bomba, 2.410 não chegaram ao veículo da reportagem.

Em outro posto da cidade, de acordo com a reportagem, 2.310 mililitros de 20 litros foram furtados. Um repórter, já se identificando como da TV Globo, depois retornou aos dois locais e pediu que fosse feita e medição usando o recipiente do laboratório. Como a fraude é armada e desarmada por controle remoto, nas duas situações ela não voltou a ser detectada.

Placa diminui a pressão da bomba de combustível

O Fantástico mostrou que uma placa instalada dentro das bombas diminui a pressão do combustível, dando uma diferença na quantidade fornecida e a registrada pelo marcador do equipamento. A fraude é acionada por controle remoto, semelhante ao usado em sistemas de garagem.

FRAUDES EM BOMBAS DE COMBUSTÍVEL

REDE GLOBO - Fantástico - 08/01/12

Donos de carros populares chegam a perder seis litros de combustível cada vez que enchem o tanque. O golpe é tão sofisticado que você nem percebe que assaltaram o seu bolso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

GOLPE DO CARRO FINANCIADO

NO PREJUÍZO. Golpe do carro deixa lesados no Vale do Sinos. Polícia investiga a ação de grupo que atraía compradores pela internet - ÁLISSON COELHO | VALE DO SINOS/CASA ZERO HORA, 07/01/2012

A proposta parecia boa demais para ser verdade. Comprar um carro zero-quilômetro, com R$ 8 mil de entrada e ganhar 25% de desconto no financiamento, nove meses de carência para começar a pagar as parcelas e ainda o seguro grátis por um ano. As vantagens atraíram pelo menos 28 pessoas no Vale do Sinos, que agora recorrem à polícia para tentar reaver pelo menos parte dos prejuízos com o golpe. O número de lesados, no entanto, pode chegar a 50.

Por meio da internet, os golpistas atraíam consumidores. As vantagens estavam em um site e eram divulgadas em propagandas em outros endereços online. De acordo com a polícia, o consumidor era instruído a escolher o carro de sua preferência e ainda poderia optar entre dar R$ 8 mil em dinheiro ou seu carro usado como entrada. Em seguida, o golpista acompanhava o cliente até a revenda para compra do veículo, onde acontecia a segunda parte do golpe.

– Para conseguir a liberação do carro na revenda, o golpista ia até o banco e simulava um depósito do valor da entrada no caixa eletrônico, inserindo um envelope vazio. Com o comprovante emitido pela máquina, a revenda liberava o carro para o cliente – afirma o chefe de investigação da Delegacia de Polícia de Campo Bom, André Garcia Miranda.

A polícia acredita que três pessoas estavam envolvidas

Pelo acordo, o cliente sequer receberia os boletos para pagamento das nove primeiras parcelas do financiamento. A revenda só notaria que não recebeu o valor da entrada dois dias depois, e só então o cliente saberia que, além do valor da entrada, ainda teria de arcar com o custo das nove primeiras parcelas e do valor integral do financiamento.

– Eles se apresentavam como proprietários de uma locadora de automóveis e afirmavam que, por isso, conseguiam 25% de desconto no financiamento. No meu caso, a parcela baixaria em 50%. Eu ainda tive sorte, porque eles pegaram o meu carro e deram parte da entrada na concessionária. Meu problema agora é conseguir pagar as nove parcelas e com o valor integral – lembra o estofador Ricardo Forte, uma das vítimas do golpe.

Em alguns casos, o valor da entrada era o carro da família, que valia mais de R$ 8 mil, veículos que eram revendidos. Em outros, os golpistas pegavam o carro usado e sequer entregavam o veículo zero.

A polícia acredita que três pessoas estavam envolvidas no esquema e lucraram mais de R$ 300 mil com clientes de Campo Bom, Ivoti, Sapiranga e Dois Irmãos. Um dos suspeitos já teria cometido o mesmo crime em Valinhos (SP). Ele responde a processo, mas nunca foi preso. Dois dos envolvidos registraram ocorrência como vítimas do principal suspeito, que sumiu da região há uma semana.

– Os outros sumiram desde segunda-feira, não atendem a nenhum telefone. Antes de fugir, um deles me disse que tinham vendido mais de 200 carros, de Caxias do Sul a São Leopoldo. Tem muito mais gente lesada por aparecer – afirma Forte.


Para evitar

- Desconfie de preços e condições que não correspondem com o que é praticado no mercado;

- Em caso de compra de usados, consulte o Detran para verificar se a situação do veículo está regular;

- Evite utilizar intermediários no momento da compra;

- Procure concessionárias e revendedoras conhecidas;

- Não entregue seu usado ou a entrada antes de assinar a documentação e receber o novo veículo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CARTÃO DE CRÉDITO - FRAUDES E DESVIOS NOS CORREIOS

PF faz operação contra fraudes em cartões de crédito em SP. Quadrilha desviava cartões de centros de triagem dos Correios e usava após desbloqueio - 09 de novembro de 2011 | 9h 56 - estadão.com.br


SÃO PAULO - Agentes da Polícia Federal de São Paulo estão cumprindo nesta quarta-feira, 9, 42 mandados de prisão e 58 mandados de busca e apreensão em municípios da Grande São Paulo e interior do Estado contra uma quadrilha que desviava cartões de crédito de dois centros de triagem dos Correios e os utilizava após desbloqueio fraudulento.

De acordo com a PF, a quadrilha causou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões, somente com o desvio de cartões da Caixa Econômica Federal, de janeiro de 2010 até outubro de 2011. Esse valor pode triplicar, caso sejam computadas as fraudes realizadas com cartões de outros bancos.

A quadrilha também realizava a clonagem de cartões de crédito e de débito e atuava na falsificação de cheques. Os investigados realizam compras, transferências bancárias e pagamentos de boletos bancários com os cartões subtraídos dos Correios e com outros cartões clonados.

A Operação Crédito Fácil conta com 250 policiais que cumprem os mandados expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal da capital paulista na Grande São Paulo, Itapetininga e Limeira. A Justiça Federal decretou o bloqueio de ativos financeiros e veículos dos envolvidos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

GOLPE DO VEÍCULO FINANCIADO

OFERTA CRIMINOSA. Golpe em veículos financiados se espalha - FÁBIO ALMEIDA | RBS TV, zero hora 31/10/2011

Veículos de luxo são vendidos por valores mais baixos que carros populares usados em um golpe que se espalha pela internet. Na rede, existem muitas ofertas e até comunidades em sites de relacionamento só para a negociação dos carros NPs (significa Não Pago).

Os golpistas compram os carros parceladamente, retiram o veículo e depois somem após pagar uma ou duas prestações. Para conseguir fazer os financiamentos, os estelionatários usam o nome de laranjas, gente que empresta os dados em troca de dinheiro, ou utilizam documentos falsos com os dados de qualquer pessoa.

As financeiras e os bancos dificilmente conseguem localizar os veículos, porque os carros são registrados em endereços falsos. Os automóveis, então, são colocados à venda por um preço muito menor ao praticado no mercado.

Em Chiapetta, a 500 quilômetros de Porto Alegre, no noroeste gaúcho, um morador da cidade está sofrendo por ter sido envolvido em um golpe. Seu nome foi usado na compra de quatro automóveis. O crédito dele foi abalado, e o nome parou no SPC e no Serasa.

Com os dados da vítima, a reportagem da RBS TV investigou a localização dos veículos. Um dos carros (Focus) foi multado no Estado de São Paulo. Outro (Sandero) cometeu infrações em Gravataí, na Região Metropolitana. O terceiro (Jetta) foi parar em um depósito do Detran. O carro só foi apreendido depois que o motorista, um homem foragido da Justiça, tentava negociar o veículo com outra pessoa. O quarto carro (Bravo) foi flagrado passando pela avenida principal de Alvorada pela reportagem do Teledomingo, da RBS TV.

Para a delegada Vivian do Nascimento, da delegacia de Roubos de Veículos, existem falhas:

– A polícia não tem como saber a situação do carro em uma blitz. Não há como saber como ele foi adquirido. Como os automóveis não foram roubados nem furtados, eles estarão limpos nos documentos.

Os motoristas que compram carros nesta situação conseguem circular por cerca de um ano. As financeiras entram na Justiça para obter mandados de busca e apreensão, e o proprietário não consegue mais pagar os impostos anuais.